O PROCESSO DE INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS
Sejam Bem Vindos ao Acesso Educação, que este site lhe traga informações e dicas que contribuam para o desenvolvimento do seu trabalho.
Que ele seja fonte de novas idéias, e que ajude a tornar as escolas realmente inclusivas e prontas, para receber crianças com qualquer tipo de necessidades educacionais especiais.
Que ele seja fonte de novas idéias, e que ajude a tornar as escolas realmente inclusivas e prontas, para receber crianças com qualquer tipo de necessidades educacionais especiais.
" A escola inclusiva celebra a diversidade, responde a heterogeneidade, valoriza
as diferenças e elogia a autonomia"
José Pacheco
as diferenças e elogia a autonomia"
José Pacheco
OBJETIVOS
A educação inclusiva faz parte de um paradigma educacional fundamentado na concepção dos direitos humanos, que preconiza uma “Escola para Todos”, garantindo a igualdade de oportunidades, independentemente de qualquer característica individual.
No entanto os alunos com necessidades educacionais especiais, muitas vezes freqüentam as escolas da rede regular de ensino, mas não recebem o apoio necessário para que possam se desenvolver e acompanhar as atividades desenvolvidas pelos outros alunos.
Estar incluído é muito mais do que uma presença física: é um sentimento e uma prática mútua entre a escola e a criança.
É preciso criar espaços educacionais inclusivos, e buscar a superação de uma educação reprodutora, para uma educação emancipadora, capaz de respeitar a participação e a autonomia de casa indivíduo.
Diante de tudo isso surgiu a necessidade de propor novas alternativas para o processo de inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais através da construção de um espaço virtual com informações sobre a construção de espaços inclusivos para que as escolas da rede regular de ensino, tanto pública como particular, sejam capazes de oferecer as crianças com necessidades educacionais especiais, toda a estrutura física e pedagógica que elas necessitam, para se sentirem de fato incluídas no ambiente escolar, e que dessa forma possam usufruir de todos os benefícios que a escola pode oferecer, desenvolvendo assim todas as suas potencialidades.
No entanto os alunos com necessidades educacionais especiais, muitas vezes freqüentam as escolas da rede regular de ensino, mas não recebem o apoio necessário para que possam se desenvolver e acompanhar as atividades desenvolvidas pelos outros alunos.
Estar incluído é muito mais do que uma presença física: é um sentimento e uma prática mútua entre a escola e a criança.
É preciso criar espaços educacionais inclusivos, e buscar a superação de uma educação reprodutora, para uma educação emancipadora, capaz de respeitar a participação e a autonomia de casa indivíduo.
Diante de tudo isso surgiu a necessidade de propor novas alternativas para o processo de inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais através da construção de um espaço virtual com informações sobre a construção de espaços inclusivos para que as escolas da rede regular de ensino, tanto pública como particular, sejam capazes de oferecer as crianças com necessidades educacionais especiais, toda a estrutura física e pedagógica que elas necessitam, para se sentirem de fato incluídas no ambiente escolar, e que dessa forma possam usufruir de todos os benefícios que a escola pode oferecer, desenvolvendo assim todas as suas potencialidades.
ATIVIDADES DE RECEPÇÃO
O primeiro passo para desenvolver um bom trabalho com alunos com necessidades educacionais especiais, é numa boa recepção por parte de toda a comunidade escolar.
Nesta página você encontrará diversas dicas e atividades para que essa recepção ocorra da melhor maneira possível.
Essas sugestões foram do retiradas do texto da Profª. Drª. Eliana Marques Zanata.
Nesta página você encontrará diversas dicas e atividades para que essa recepção ocorra da melhor maneira possível.
Essas sugestões foram do retiradas do texto da Profª. Drª. Eliana Marques Zanata.
- Para que haja um bom desenvolvimento de integração escolar do aluno com necessidade educacional especial, é necessário que a família e a escola estejam trabalhando de forma coesa e harmoniosa. O desenvolvimento da criança se fortalece nas suas vivências. O constante contanto com a escola permitirá a troca de informações: a família proporcionando experiências novas e a escola enriquecendo seu vocabulário e auxiliando no desenvolvimento da criança.
- Quanto mais cedo a criança com necessidade educacional especial for conduzida a escola, menor será a sua dificuldade de integração. Não existe um momento preestabelecido para a integração do aluno com necessidade educacional especial, isto é um processo individual.
- A escolarização dos filhos é sempre uma grande preocupação dos pais. É através da escola que a criança amplia seu convívio de relações sociais após o convívio familiar. Mesmo que a criança com necessidade educacional especial participe de programa de reabilitação, terapias de apoio, etc., cabe aos pais a responsabilidade do encaminhamento e acompanhamento escolar.
- Os pais e professores não devem criar obstáculos para que possam estudar em salas comuns. A criança pode participar de todas as atividades da escola, bem como de toda atividade social. Isto é um direito.
- O aluno com necessidade educacional especial é uma pessoa comum, sua deficiência não é contagiosa e não faz ninguém regredir. Em atividades coletivas que envolvem apresentações de teatro ou passeios externo a escola, podem vir a causar algum receio por parte de professores ou pais de colegas de classe. Um bom argumento nesse sentido é mostrar que apesar da deficiência da criança, existem os sentidos de amor e amizade, e respeitar o convívio social é o melhor caminho para a sociabilização.
- Quando um aluno com necessidade educacional especial for integrado em classe comum, sugerimos que além das orientações gerais oferecidas pela professora da classe, a mesma possa desenvolver com o grupo algumas dinâmicas, elas iram facilitar a integração do aluno com necessidade educacional especial:
a) a professora divide aleatoriamente uma folha de cartolina e quantos pedaços forem necessários para que cada aluno receba uma peça. As peças devem ser numeradas em seqüência de acordo com o número de alunos da classe. Antes de recortar a cartolina fazer um desenho qualquer com cores fortes. Recortar e oferecer uma peça para cada criança. Em pequenos grupos de cinco ou seis crianças, escolhidas aleatoriamente sem respeitar a numeração das peças, tentam montar a cartolina novamente. Isto não será possível. Então a professora pede que a classe toda tente montar a cartolina. Provavelmente a desorganização não permitirá que o trabalho seja concluído. A professora pede discretamente que um aluno esconda sua peça, e sugere aos demais que respeitem a ordem de numeração das peças para formar a cartolina. No final ficará faltando a peça que um aluno escondeu. Então, a professora diz que o trabalho continua incompleto porque falta uma peça e pede que o aluno venha completá-la. Reforça nas crianças que por menor que seja a colaboração, para que um trabalho seja bem feito, "todos" tem que participar. também a questão da organização das atividades e da troca de informações;
b) a professora divide seus alunos em 4 ou 5 grupos por habilidades em: escrita, desenho, dramatização, dança, declamação ou leitura em voz alta, etc. (ou de acordo com as habilidades presentes na classe). Oferece a cada grupo um envelope com uma atividade dentre as categorias formadas em sala, mas invertendo as habilidades/atividades. Ex.: Para o grupo da dança solicitar um texto escrito. Quando surgirem as dificuldades a professora coloca um aluno que tem um bom desempenho na atividade no grupo que está com dificuldade, fazendo um rodízio. Os grupos têm 10 minutos então para apresentarem seus trabalhos e relatar para os demais como se sentiram em ter que realizar uma atividade difícil, e qual a colaboração do colega para resolvê-lo.
07- É importante orientar todos os funcionários da escola, que a crianças com necessidade educacional especial, é aluno da escola como qualquer outro. Neste sentido, todas as atribuições dos funcionários em relação aos alunos, aplica-se também aos alunos com necessidades educacionais especiais.
07- É importante orientar todos os funcionários da escola, que a crianças com necessidade educacional especial, é aluno da escola como qualquer outro. Neste sentido, todas as atribuições dos funcionários em relação aos alunos, aplica-se também aos alunos com necessidades educacionais especiais.
08- O coordenador pedagógico da escola é um educador e dentre suas funções está o papel de condutor e orientador da equipe de trabalho, integrado o aluno com necessidade educacional especial á rotina de trabalho da escola a fim de que todo o processo educativo se desenvolva coerentemente. Cabe ao orientador favorecer ou procurar favorecer ou procurar os meios mais adequados para que o educando, possa usufruir dos diversos recursos disponíveis para a sua educação. Por Exemplo: incentivando que os professores troquem experiências e sugestões de trabalhos, apoiando as decisões do professor com coerência ou conduzindo-o a refletir novamente sobre uma atitude ou decisão precipitada, etc.
09- Outro profissional bastante presente na escola e que mantém contato permanente com os alunos é o inspetor de alunos. Com a função de organizar e orientar os momentos em que os alunos não estão em sala de aula, o inspetor de alunos deverá manter com o aluno com necessidade educacional especial a mesma conduta que tem com os demais . Podemos sugerir algumas orientações que não são regras, são apenas lembretes que poderão facilitar a atitude do inspetor nos momentos que lhe sugerem desafios ou interrogações. Por exemplo:
- Dirigir-se ao aluno com necessidade educacional especial sem se impor, assim ele valorizará sua presença e acatará sua orientação;
- Não exigir do aluno qualidades que ele não tem, ou que faça algo que esteja limitado por sua deficiência;
- Valorize os alunos em suas potencialidades, nos seus melhores aspectos e não enfatizar seus erros e pontos fracos;
- Lembrar-se que cada criança é diferente, e única, mas que todos têm as mesmas necessidades dos seres de uma mesma idade e que todas têm em comum a necessidade de amor, compreensão e aceitação.
10- Sugerimos ainda outras orientações a toda a comunidade escolar de como se relacionar bem com uma criança com necessidade educacional especial:
- Procurar não encarar a deficiência com pena, compaixão, a criança com necessidade educacional especial não precisa de piedade, mas sim de oportunidades;
- Não chamar nem se referir a criança com necessidade educacional especial, salientando sua deficiência. Chama-lo de “mudinho”, “ceguinho”, é de extrema indelicadeza. Ninguém gosta de ser rotulado e classificado por seu defeito aparente.
11-Os professores devem estar atentos nas decisões e na condução das opções de escolha da criança, pois, a criança com necessidades educacionais especiais também terá predileção por atividades, brincadeiras. É necessário que os professores estabeleçam um meio termo, não permitindo que sua criança se entregue a atividade que mais gosta, com a intenção (in)consciente de esquivar-se daquilo que lhe é difícil ou não lhe causa satisfação.
O professor que recebe um aluno com necessidade educacional especial, vai conduzi-lo á construção do seu conhecimento, de maneira gradual. A classe como um todo tem uma rotina, na qual o aluno com necessidade educacional especial deverá ser inserido de forma a respeitá-la como os demais alunos.
No dia-a-dia o professor não deverá deter-se apenas a rotina, mas ser flexível e criativo sabendo trabalhar com a imprevisibilidade e chegar a um contexto enriquecedor e favorável à aprendizagem. Para que isso ocorra, é fundamental que o professor tenha uma visão lúcida do aprendizado proporcionando através do jogo o equilíbrio entre a imaginação e a lógica, o que por sua vez estará fortalecendo a comunicação interpessoal, professor-aluno-colegas de classe. O professor deve ter como propósito não a limitação, mas sempre o potencial de cada aluno.
ATIVIDADES DE INCLUSÃO
Nesta página encontram-se algumas atividades e sugestões, que você pode promover diariamente com seus alunos, elas iram proporcionar a eles um ambiente educacional inclusivo, onde terão a oportunidade de desenvolver-se e socializar-se.
Essas sugestões de atividades foram retiradas do texto de Rosana Ramos.
Essas sugestões de atividades foram retiradas do texto de Rosana Ramos.
Socialização
01- Oferecer ao deficiente o maior número possível de informações sobre o assunto que está em discussão para que ele não fique deslocado. Não falar de costas para o deficiente, nem quando estiver rindo ou comendo, isto impossibilitará que ele o compreenda.
02-Não gritar o nome do deficiente no meio do pátio, do corredor ou da sala de aula por qualquer motivo que seja. Ele poderá não ouvi-lo dependendo da distância, e sofrerá constrangimento.
03-Não deixar que passe por situações embaraçosas quando junto de outros colegas. Orientar os demais alunos da escola a respeitarem suas limitações.
04- No horário do recreio, não permitir que o deficiente fique próximo a lanchonete ou cantina da escola utilizando-se de sua deficiência para ganhar lanches gratuitamente pela compaixão dos colegas.
05-Não deixar que o deficiente fique isolado dos pares durante o recreio e em outras atividades.
06-Faça com seus alunos a brincadeira do objeto no saco. Coloque um objeto em um saco de pano, vende os olhos de quem vai adivinhar o conteúdo do saco. Com essa atividade, todos vão compreender melhor a necessidade que a criança DV tem de tocar tudo que está á sua volta.
07- Geralmente alunos autistas, têm certa resistência em entrar na sala de aula, muitas vezes fica em um ambiente fora do espaço da sala de aula. Para aproximá-lo do grupo, você pode organizar uma aula perto dele, no ambiente escolar que ele costuma ficar.
08- Se surgir a idéia de uma brincadeira – por exemplo, corrida de saco (crianças correndo dentro de um saco) – e você tem em sua classe uma criança que não anda, não pergunte se quer ou pode participar da atividade antes que ela própria se pronuncie. Caso os outros alunos questionem, diga-lhes que ela mesma vai resolver como participar da brincadeira. Caso a conclusão seja que a criança não pode ou não quer participar, diga-lhes que decidam se essa é ou não uma boa brincadeira, já que naquele momento não pode ser brincada por todos.
09-Para ajudar seus alunos a desmistificar as necessidades educacionais especiais e respeitar as limitações do outro, você pode propor atividades como:
- Desenhar e escrever com os pés, com a boca, com o lápis embaixo do braço, com a mão contrária áquela que os alunos têm habilidade;
- Pular corda com um pé só;
- Ver um filme sem o som e depois descrever o que entendeu;
- Ler um texto escrito de trás para frente;
- Com uma venda nos olhos, descobrir a forma de objetos, fazer uma refeição, movimentar-se na sala de aula;
- Comunicar-se por meio de gestos, mímicas, etc.
10-Um outro passo importante é agrupar os alunos na maioria das atividades desenvolvidas. O trabalho conjunto incentiva a cooperação, a construção do espírito solidário e a troca de conhecimentos. Não importa que o aluno, em alguns momentos, copie do outro. O que vai lhe impedir que ele faça isso em todos os momentos é o fato de você elaborar atividades cujos desempenhos sejam obrigatoriamente diferentes.
Participação e Envolvimento
1- A criança DV (deficiente visual) deve ter conhecimento do espaço da sala de aula (de onde estão os materiais: livros, cadernos, lápis, mochilas). Todas as mudanças na orientação espacial da sala devem ser lhe sempre informadas. Não se devem fazer modificações estruturais, como corrimões especais, cordões de condução, ou mesmo “facilitar” a vida do DV – por exemplo, ajudando-o a comer, calçando seus sapatos -, uma vez que ele pode ultrapassar os obstáculos com seus próprios recursos táteis, auditivos, olfativos, etc. Não se esqueça de que, fora da escola, há um mundo no qual ele deve viver, criando suas próprias soluções.
2- Procure sempre fazer atividades fora da sala de aula com os seus alunos. Como por exemplo: desenhar e descrever paisagens, fazer gincanas, passeios. Todas essas atividades vão ajudar a descontrair os alunos, principalmente aqueles que apresentam um comportamento muito agitado todo o tempo.
3- A equipe escolar deve conscientizar os pais de alunos com necessidades educacionais especiais, de que essas crianças devem participar de todos os eventos e atividades da escola. Muitas crianças são impedidas de fazer educação física, comprar lanche na cantina ou participar de uma peça de teatro ou de dança. Ao contrário disso, a proposta é que tudo o que for feito na escola tenha em vista todo o grupo.
4- Não faça concessões aos alunos com necessidades educacionais especiais. Aja com eles do mesmo modo como age com os outros alunos. Para todas as crianças devemos, em caso de transgressões ás regras sociais e ás da escola, aplicar medidas socioeducativas.
5-A interação social entre as crianças não deve terminar na porta da escola. Para fortalecer os vínculos entre elas, os professores, os pais, as autoridades e outros agentes de fora, a escola pode organizar situações de para interação social fora da escola.
6-No que diz respeito a sistematização dos conteúdos, muitas vezes o deficiente sentirá dificuldade em realizar a atividade por não conseguir interpretar o enunciado ou as instruções do exercício. Que o professor procure usar um vocabulário mais simples ou que vá até ele e explique o significado das palavras. Por exemplo, num exercício pode estar escrito no enunciado: "Escreva a palavra que falta", com o mesmo significado de “preencher as lacunas”, “descobrir a palavra”, etc.
7- Quando a atividade for uma dramatização, a participação do deficiente também poderá ocorrer, desde que não lhe seja oferecido um texto de fala, ou um personagem que lhe causará constrangimento por não conseguir sair-se bem devido as suas limitações. Poderá a professora oferecer-lhe personagens com falas menores ou pouca locomoção. Caberá a professora saber a melhor forma de colocar o deficiente na atividade.
Deficiência Mental
01-Ofereça sempre ao seus alunos DM (deficiência mental) o mesmo que oferece aos outros. Não se esqueça de que sua escrita, seus desenhos, suas realizações, muitas vezes representadas por garatujas, objetos sem forma, têm valor social, e não lingüístico ou figurativo. Por isso, se os outros alunos vão á lousa fazer uma tarefa, chame-o também. Dê-lhe todo o material utilizado na escola: cadernos, livros, estojos, tesoura, etc.
02- Para garantir sempre a participação de seu aluno DM nas atividades consideradas muito elevadas para seu potencial cognitivo, busque embutir nelas qualquer elemento que lhe chame a atenção. Por exemplo: na lousa, registre com cores diferentes as operações de expressão matemática complexa. Faça desenhos para ilustrar os textos, enfeite a lousa com molduras de flores, letras, números, carinhas, todos esses elementos contribuem para chamar a atenção dos seus alunos.
03- Faça um portifólio de seu aluno DM, vá colocando em uma pasta tudo aquilo que ele produzir durante um o ano. Ao final, você poderá ter uma visão mais detalhada de seu processo de evolução e, dessa forma, dar continuidade ao trabalho com maior segurança. Esse procedimento também contribui para a avaliação da família e muitas vezes dele próprio. Ao observar seus trabalhos, o DM pode vir a construir o conceito de continuidade ou visão de si mesmos.
04- Procure proporcionar ao DM tantas tarefas quantas forem dadas aos outros. Por exemplo: quando precisar mandar recados á outra professora ou á secretaria da escola, peça-lhe que o faça. Nesse caso, é preciso que todos os alunos e funcionários estejam avisados de que ele poderá ter essa incumbência e, portanto, circular livremente pela escola.
ATIVIDADES DIDÁTICAS
Esta página tem por objetivo descrever algumas atividades didáticas de sala aula que podem ser desenvolvidas com os alunos do ciclo I do Ensino Fundamental.
Vale ressaltar que estas atividades muitas vezes já são desenvolvidas por professores, a idéia aqui é enfatizar que elas são tão efetivas para o aluno comum quanto para o aluno com deficiência. Não há prejuízos no aprendizado de nenhum deles, pelo contrário, são atividades consideradas prazerosas e de significação para a construção do conhecimento.
Você ainda irá encontrar atividades que especificam o tipo de deficiência que podem acolher melhor, contudo, cabe a você professor escolher e adaptar aquelas que julgar pertinentes para o seu grupo classe.
As atividades aqui propostas foram retiradas do texto de Rosana Ramos, grande colaboradora na área da inclusão. Há outros textos e outras publicação com esta mesma proposta, busque enriquecer sua prática pedagógica.
ALFABETIZAÇÃO / LÍNGUA PORTUGUESA
1- Para contar histórias (oralizadas) aos alunos, se você tem na sala alunos surdos ou com deficiência auditiva, utilize recursos visuais e, ao longo da narrativa, observe se as crianças – mediante, por exemplo, expressões de admiração, medo, riso, etc. – demonstram compreender o que está ocorrendo. Utilize objetos: bonecos, bichos, carrinhos, casinhas, etc. Ao terminar, peça aos alunos que desenhem a história e então procure perceber no desenho da criança surda os detalhes das cores, dos tamanhos e, sobretudo, dos sentimentos que se evidenciam no texto: medo, maldade, alívio, etc.
Faça kits de “contação” de histórias:
- Avental de histórias;
- Saco de histórias;
- Caixa de histórias;
2- Ao contar histórias lidas, observe-se o livro está sendo visto pelo aluno. Deixe-o sempre na posição que possa observar os detalhes da escrita e da ilustração. Peça também, ao final, que os alunos desenhem ou reescrevam a história. Conte então novamente a história, apontando com o dedo para as ilustrações e para o texto. Se possível faça tarjas com o texto da história e as coloque na parede.
- Não se esqueça que os alunos surdos/DA perdem muito da abstração que a linguagem nos oferece, por isso procure dar vida – cor, cheiro, textura e gosto – á história.
3- Para a alfabetização, principalmente se você tem alunos surdos/DAs, não é muito indicado que utilize o método sintético – silabação. A escrita deve estar sempre associada ao seu significado, ou seja, a palavras, frases ou textos. Faça uma atividade de escrita dos nomes dos objetos da sala e, em seguida, afixe-os nos lugares correspondentes a eles: porta, janela, lousa, etc. Faça listas de outros objetos da escola, da casa, da cidade, do parque, da igreja, etc.
4-Faça um painel com as letras do alfabeto e, na vertical, na direção da letra, peça aos alunos que colem figuras e escrevam o nome correspondente.
5- Recorte figuras de revistas, cole-as em cartolina, faça legendas que as descrevam e pendure-as na parede da sala. Alguns dias depois, retire as legendas e peça que, com basenas figuras, os alunos reescrevam as legendas.
6- Faça um painel com rótulos de produtos. Faça a leitura desses rótulos, associando-os á utilização dos produtos a que correspondem. Essa atividade possibilita ao aluno surdos/DA ampliar e especificar a linguagem por meio do vocabulário.
7-Caso haja surdos/DAs em sua turma, para auxiliar a memorização da escrita, faça crachás com os nomes de todos, incluindo o seu, para serem usados durante a aula.
8- Para fazer um ditado, utilize desenhos, objetos, ou diga as palavras de forma bem pausada, olhando para os alunos. Esta última forma auxilia o surdos/DA na aprendizagem da leitura labial. Você pode também utilizar a mímica de animais: macaco, onça, pássaro, etc; objetos: escova de dentes, peças de vestuário, livro, etc; ações: nadar, pular, escrever, etc.
9- Para escrever os nomes das cores, utilize o lápis da cor escrita. Por exemplo, escreva vermelho com lápis vermelho, etc. Peça que os alunos façam a bandeira do Brasil, de cada um dos Estados, etc.
10- Escreva palavras faltando letras, para que sejam completadas. A essas palavras associe desenhos. Essa atividade chama a atenção dos alunos para o número de letras necessário á composição das palavras. No caso dos alunos surdos/DAs, que não percebem o nível fonético da língua, a atividade também auxilia na construção do conhecimento da escrita, o qual se realiza por meio do recurso da memória visual.
11-Faça com seus alunos um álbum de fotos de família e peça que escrevam os respectivos nomes de seus familiares. Os alunos DVs (deficientes visuais) poderão descrever os familiares oralmente e ter a escrita dos nomes feita por outro colega. Neste caso, tanto os DVs quanto aqueles que forem ajuda-los mobilizarão capacidades: os primeiros, para descrever o melhor possível seus familiares; os segundos, para interpretar as descrições efetuadas e relacionar corretamente nomes e fotos.
12- Faça um quebra-cabeça de palavras associando-as um desenho, pois as imagens constituem um suporte importante no processo de aprendizagem.
13- Faça palavras cruzadas com nomes de alunos da classe ou com outras palavras, sempre associadas a uma imagem.
14- Para auxiliar a escrita de textos, faça com os alunos alguns passeios pelos arredores da escola e peça que descrevam, na modalidade escrita, o que viram. Os alunos DVs poderão descrever as sensações oralmente, as quais serão registradas por outro colega.
15-No caso de haver DVs em sua classe e tais alunos não terem disponível o método Braille, faça para eles um alfabeto móvel. Este pode ser feito de vários materiais: madeira, papelão, rolos de jornal, etc. As letras de rolo de jornal são produzidas assim:
4-Faça um painel com as letras do alfabeto e, na vertical, na direção da letra, peça aos alunos que colem figuras e escrevam o nome correspondente.
5- Recorte figuras de revistas, cole-as em cartolina, faça legendas que as descrevam e pendure-as na parede da sala. Alguns dias depois, retire as legendas e peça que, com basenas figuras, os alunos reescrevam as legendas.
6- Faça um painel com rótulos de produtos. Faça a leitura desses rótulos, associando-os á utilização dos produtos a que correspondem. Essa atividade possibilita ao aluno surdos/DA ampliar e especificar a linguagem por meio do vocabulário.
7-Caso haja surdos/DAs em sua turma, para auxiliar a memorização da escrita, faça crachás com os nomes de todos, incluindo o seu, para serem usados durante a aula.
8- Para fazer um ditado, utilize desenhos, objetos, ou diga as palavras de forma bem pausada, olhando para os alunos. Esta última forma auxilia o surdos/DA na aprendizagem da leitura labial. Você pode também utilizar a mímica de animais: macaco, onça, pássaro, etc; objetos: escova de dentes, peças de vestuário, livro, etc; ações: nadar, pular, escrever, etc.
9- Para escrever os nomes das cores, utilize o lápis da cor escrita. Por exemplo, escreva vermelho com lápis vermelho, etc. Peça que os alunos façam a bandeira do Brasil, de cada um dos Estados, etc.
10- Escreva palavras faltando letras, para que sejam completadas. A essas palavras associe desenhos. Essa atividade chama a atenção dos alunos para o número de letras necessário á composição das palavras. No caso dos alunos surdos/DAs, que não percebem o nível fonético da língua, a atividade também auxilia na construção do conhecimento da escrita, o qual se realiza por meio do recurso da memória visual.
11-Faça com seus alunos um álbum de fotos de família e peça que escrevam os respectivos nomes de seus familiares. Os alunos DVs (deficientes visuais) poderão descrever os familiares oralmente e ter a escrita dos nomes feita por outro colega. Neste caso, tanto os DVs quanto aqueles que forem ajuda-los mobilizarão capacidades: os primeiros, para descrever o melhor possível seus familiares; os segundos, para interpretar as descrições efetuadas e relacionar corretamente nomes e fotos.
12- Faça um quebra-cabeça de palavras associando-as um desenho, pois as imagens constituem um suporte importante no processo de aprendizagem.
13- Faça palavras cruzadas com nomes de alunos da classe ou com outras palavras, sempre associadas a uma imagem.
14- Para auxiliar a escrita de textos, faça com os alunos alguns passeios pelos arredores da escola e peça que descrevam, na modalidade escrita, o que viram. Os alunos DVs poderão descrever as sensações oralmente, as quais serão registradas por outro colega.
15-No caso de haver DVs em sua classe e tais alunos não terem disponível o método Braille, faça para eles um alfabeto móvel. Este pode ser feito de vários materiais: madeira, papelão, rolos de jornal, etc. As letras de rolo de jornal são produzidas assim:
- Enrole a folha de jornal na posição diagonal, mantendo-a sempre o mais apertado possível.
- Ao terminar, passe cola na ponta que ficou solta.
- Modele então a letra – para isso, use a fita adesiva.
Você poderá fazer também cartelas com letras em alto-relevo, usando sementes, restos de lixa de ferro oumadeira, etc.
16- Se você tem alunos DVs, torne suas aulas mais auditivas. Todos os textos utilizados devem ser lidos em voz alta, se for necessário mais de uma vez. A compreensão e a interpretação do texto devem ser sempre feitas oralmente, antes de ser escritas.
17- Para alunos que ainda não identificam as letras, o professor pode desenvolver jogos que envolvam as letras. Por exemplo:
16- Se você tem alunos DVs, torne suas aulas mais auditivas. Todos os textos utilizados devem ser lidos em voz alta, se for necessário mais de uma vez. A compreensão e a interpretação do texto devem ser sempre feitas oralmente, antes de ser escritas.
17- Para alunos que ainda não identificam as letras, o professor pode desenvolver jogos que envolvam as letras. Por exemplo:
- Faça um alfabeto de cores: amarelo, branco, creme, dourado, etc.;
- De objetos: aliança, boneca, carroça, etc.;
- De frutas: abacate, banana, carambola, damasco, etc.;
- De nomes de pessoas, etc.;
18- Para ensinar letras e números, faça em sua sala de aula um jogo de bingo. Você pode fazer duplas, caso você tenha em sua sala crianças com deficiência mental ou visual, para que eles possam identificar mais facilmente os itens sorteados. Você pode variar esse jogo, fazendo uma relação entre quantidade e número: por exemplo, na figura da cartela aparecem três objetose você diz “três”. Isso também pode ocorrer com as letras. Você sorteia a palavra e a criança tem de marcar a letra inicial dela, que está na cartela.
19- Na apresentação e memorização das famílias silábicas utilizar palabras que se repetem ritmicamente, permeando uma poesia, uma parlenda ou uma canção (por exemplo: "A flor amarela" de Cecília Meireles). Os exercícios tanto orais quanto escritos poderão ser feitos vinculados a um texto desde o vocabulário básico, silabação, interpretação até uma atividade mais lúdica como um jogo de rimas com cores (fichas azui escrito pão, mão, não, etc, fichas rosas escrito fada, nada, cada, etc, distribuídas aos alunos, um começa levantando sua ficha e a completa formando pares).
20- Partindo do próprio nome da criança, criar novas palavras associando-as ás características da criança. Formam-se frases do tipo: "Paulo pegou um pequeno pato", "Pegou as peras e preparou um apetitoso prato". Esta frase é construída em conjunto com a classe e o nome a ser trabalhado deverá ser colocado espontaneamente para o grupo trabalhar. O professor deve ter o cuidado de explicar e explorar o vocabulário por ele e a turma escolhido e trabalhado.
21- A repetição rítmica de uma simples quadrinha, com palmas ou outras batidas corporais, com certeza será bastante enriquecedora, dando condições para uma estruturação rítmica, e conceitos de sequência e seriação. Estes conceitos serão transpostos gradativamente a estrutura frasal.
22- Reunir a classe, pedir que dêem uma outra direção ao fim de uma história já conhecida de todos como os contos infantis, inserindo outras ações nas falas dos personagens.
23-“SACO DAS NOVIDADES”
Objetivos: Estimular na criança a habilidade de expressar-se perante um grupo;
Desenvolver na criança a capacidade de expor seus pensamentos de
Forma clara e organizada, situando-se no tempo e no espaço, utilizando este recurso como apoio.
Material: 1 saco de pano, com a inscrição SACO DAS NOVIDADES no centro e o nome da criança abaixo, em cola colorida, tinta para tecido ou bordado.
Desenvolvimento: Cada criança deve possuir seu próprio Saco das Novidades que será
levado para casa toda 6ª feira. Durante o final de semana colocará no saco um objeto ou qualquer material que represente ou faça parte de alguma atividade realizada neste período (seja um passeio, uma brincadeira, um lanche, um momento em casa,...).Se não houver possibilidade de colocar uma representação concreta, que seja então uma folha com um desenho da atividade desenvolvida.O Saco das Novidades deve ser trazido e explorado em sala sempre na 2ª feira. A criança mostra o objeto e conta em (no caso de alunos surdos/DA pode ser contando em língua de sinais) o que ele significa que atividade representa, onde e quando foi realizada, quem participou dela.... Se não consegue fazê-lo espontaneamente o professor pode,num primeiro momento, auxiliar fazendo-lhe alguns questionamentos: “O que você trouxe aí?”, “É seu? Não? De quem é?”,“Quando fez isto, foi no sábado ou no domingo?”, “Você gostou?”,...
A partir dessa socialização o professor pode propor aos alunos outras atividades, como criação de frases, pequenos textos, histórias em quadrinhos, ilustrações, e etc.
19- Na apresentação e memorização das famílias silábicas utilizar palabras que se repetem ritmicamente, permeando uma poesia, uma parlenda ou uma canção (por exemplo: "A flor amarela" de Cecília Meireles). Os exercícios tanto orais quanto escritos poderão ser feitos vinculados a um texto desde o vocabulário básico, silabação, interpretação até uma atividade mais lúdica como um jogo de rimas com cores (fichas azui escrito pão, mão, não, etc, fichas rosas escrito fada, nada, cada, etc, distribuídas aos alunos, um começa levantando sua ficha e a completa formando pares).
20- Partindo do próprio nome da criança, criar novas palavras associando-as ás características da criança. Formam-se frases do tipo: "Paulo pegou um pequeno pato", "Pegou as peras e preparou um apetitoso prato". Esta frase é construída em conjunto com a classe e o nome a ser trabalhado deverá ser colocado espontaneamente para o grupo trabalhar. O professor deve ter o cuidado de explicar e explorar o vocabulário por ele e a turma escolhido e trabalhado.
21- A repetição rítmica de uma simples quadrinha, com palmas ou outras batidas corporais, com certeza será bastante enriquecedora, dando condições para uma estruturação rítmica, e conceitos de sequência e seriação. Estes conceitos serão transpostos gradativamente a estrutura frasal.
22- Reunir a classe, pedir que dêem uma outra direção ao fim de uma história já conhecida de todos como os contos infantis, inserindo outras ações nas falas dos personagens.
23-“SACO DAS NOVIDADES”
Objetivos: Estimular na criança a habilidade de expressar-se perante um grupo;
Desenvolver na criança a capacidade de expor seus pensamentos de
Forma clara e organizada, situando-se no tempo e no espaço, utilizando este recurso como apoio.
Material: 1 saco de pano, com a inscrição SACO DAS NOVIDADES no centro e o nome da criança abaixo, em cola colorida, tinta para tecido ou bordado.
Desenvolvimento: Cada criança deve possuir seu próprio Saco das Novidades que será
levado para casa toda 6ª feira. Durante o final de semana colocará no saco um objeto ou qualquer material que represente ou faça parte de alguma atividade realizada neste período (seja um passeio, uma brincadeira, um lanche, um momento em casa,...).Se não houver possibilidade de colocar uma representação concreta, que seja então uma folha com um desenho da atividade desenvolvida.O Saco das Novidades deve ser trazido e explorado em sala sempre na 2ª feira. A criança mostra o objeto e conta em (no caso de alunos surdos/DA pode ser contando em língua de sinais) o que ele significa que atividade representa, onde e quando foi realizada, quem participou dela.... Se não consegue fazê-lo espontaneamente o professor pode,num primeiro momento, auxiliar fazendo-lhe alguns questionamentos: “O que você trouxe aí?”, “É seu? Não? De quem é?”,“Quando fez isto, foi no sábado ou no domingo?”, “Você gostou?”,...
A partir dessa socialização o professor pode propor aos alunos outras atividades, como criação de frases, pequenos textos, histórias em quadrinhos, ilustrações, e etc.
24-Na apresentação e memorização das famílias silábicas utilizar palavras que se repetem ritmicamente, permeando uma poesia, uma parlenda ou uma canção (P.e. "A flor amarela" de Cecília Meireles). Os exercícios tanto orais quanto escritos poderão ser feitos vinculados a um texto desde o vocabulário básico, silabação, interpretação até uma atividade mais lúdica como um jogo de rimas com cores (fichas azuis escrito pão, mão, não etc., fichas rosas escrito fada, nada, cada, etc., distribuídas aos alunos, um começa levantando sua ficha e a completa formando pares).
25- Para trabalhar a percepção visual das palavras sugerimos listas e rimas onde uma palavra pode ser transformada em outra com significado completamente diferente. (P.e. - sol, sal, mal, mar ou longe, monge, monte, morte, morto, porto, perto). Esta atividade tem que ter o cuidado de trabalhar o vocabulário e o significado das palavras procurando trazer tudo o que é falado para situações concretas ainda que seja com ilustração. As palavras deverão ter sido trabalhadas anteriormente com a criança e, este trabalho deve ser delegado a família.
26- Empregar dramatizações com as crianças, ou com confecção de bonecos, fantoches desenhados e pintados no dorso e na palma da mão com caneta esferográfica e complementados com fios, papéis, etc. Ajudam aos alunos, principalmente os com necessidades educacionais especiais, a prestarem mais atenção na dramatização, e assimilar melhor o conteúdo que o professor deseja transmitir.
27- A repetição rítmica de uma simples quadrinha, com palmas ou outras batidas corporais, com certeza será bastante enriquecedora, dando condições para uma estruturação rítmica, e conceitos de seqüência e seriação. Estes conceitos serão transpostos gradativamente a estrutura frasal.
28- Antes iniciar um conteúdo, com um aluno surdo, deverá trabalhar os aspectos da sua colocação social e o vocabulário próprio, seu significado. Melhor seria utilizar a LIBRAS, mas na ausência desta estabelecer com o aluno sinais e gestos específicos para cada palavra a ser utilizada.
29-Mímicas:
-Confeccionar vários cartões com palavras que estejam sendo trabalhadas.
-Sortear os cartões entre os alunos que terão que ler a palavra,
reconhecê-la, de preferência sem ajuda, e representá-la através de mímica para que os colegas descubram qual é.
- Aproveitando a brincadeira: a resposta não pode ser falada,precisa ser escrita no quadro pois o objetivo é o português.
-As palavras ficam no quadro até o final das apresentações e depois são copiadas por todos sendo aproveitadas em outras atividades.
- As apresentações dos alunos também podem ser registradas em forma de texto.
30- Quando o professor, for oferecer á classe um extenso texto escrito, sugerimos que o mesmo seja intercalado de ilustrações ricas e significativas. No final do texto de um pequeno vocabulário com as palavras que os alunos não conhecem poderá ser elaborado pela classe toda. Feita a lista, formam-se duplas para buscarem no dicionário o significado da palavra. Desta forma o professor facilitará a compreensão do texto e oferecerá a possibilidade de uma orientação individual pelo colega de classe que formará com ele a dupla.
25- Para trabalhar a percepção visual das palavras sugerimos listas e rimas onde uma palavra pode ser transformada em outra com significado completamente diferente. (P.e. - sol, sal, mal, mar ou longe, monge, monte, morte, morto, porto, perto). Esta atividade tem que ter o cuidado de trabalhar o vocabulário e o significado das palavras procurando trazer tudo o que é falado para situações concretas ainda que seja com ilustração. As palavras deverão ter sido trabalhadas anteriormente com a criança e, este trabalho deve ser delegado a família.
26- Empregar dramatizações com as crianças, ou com confecção de bonecos, fantoches desenhados e pintados no dorso e na palma da mão com caneta esferográfica e complementados com fios, papéis, etc. Ajudam aos alunos, principalmente os com necessidades educacionais especiais, a prestarem mais atenção na dramatização, e assimilar melhor o conteúdo que o professor deseja transmitir.
27- A repetição rítmica de uma simples quadrinha, com palmas ou outras batidas corporais, com certeza será bastante enriquecedora, dando condições para uma estruturação rítmica, e conceitos de seqüência e seriação. Estes conceitos serão transpostos gradativamente a estrutura frasal.
28- Antes iniciar um conteúdo, com um aluno surdo, deverá trabalhar os aspectos da sua colocação social e o vocabulário próprio, seu significado. Melhor seria utilizar a LIBRAS, mas na ausência desta estabelecer com o aluno sinais e gestos específicos para cada palavra a ser utilizada.
29-Mímicas:
-Confeccionar vários cartões com palavras que estejam sendo trabalhadas.
-Sortear os cartões entre os alunos que terão que ler a palavra,
reconhecê-la, de preferência sem ajuda, e representá-la através de mímica para que os colegas descubram qual é.
- Aproveitando a brincadeira: a resposta não pode ser falada,precisa ser escrita no quadro pois o objetivo é o português.
-As palavras ficam no quadro até o final das apresentações e depois são copiadas por todos sendo aproveitadas em outras atividades.
- As apresentações dos alunos também podem ser registradas em forma de texto.
30- Quando o professor, for oferecer á classe um extenso texto escrito, sugerimos que o mesmo seja intercalado de ilustrações ricas e significativas. No final do texto de um pequeno vocabulário com as palavras que os alunos não conhecem poderá ser elaborado pela classe toda. Feita a lista, formam-se duplas para buscarem no dicionário o significado da palavra. Desta forma o professor facilitará a compreensão do texto e oferecerá a possibilidade de uma orientação individual pelo colega de classe que formará com ele a dupla.
MATEMÁTICA
1- Com os numerais e operações aritméticas utilize o recurso de associar números a quantidades de objetos. Por exemplo. Para fazer operações de soma, subtração, multiplicação e divisão, utilize os dedos das mãos, dos pés, feijões, pedrinhas, milho, etc.
2- Para fazer a correspondência na base com alunos DVs, (deficientes visuais) utilize uma embalagem de ovos. Em cada cova da embalagem coloque um objeto – pedrinha, semente, bola de gude, etc. – e estabeleça que cada objeto vale dez unidades. Faça então as operações perguntando, por exemplo: “Em duas covas quantas pedrinhas há? Em três? Em quatro?”. Dessa forma, você poderá trabalhar com números altos, fazendo as devidas correspondências. Os DVs devem explorar antecipadamente a embalagem e os objetos a ser colocados nela. Em seguida, deverão também, eles mesmos, fazer a operação de distribuir os objetos nas covas da embalagem.
3- Para o reconhecimento de quantidades, tamanho, peso, largura e espessura dos objetos, quando de tem alunos DVs, promova atividade que explorem ativamente o próprio corpo. Traga para a sala de objetos com pesos, texturas, larguras e alturas aproximadas. Ofereça aos alunos DVs para que tentem identificar as diferenças: o que é mais pesado, mais grosso, mais áspero, mas comprido, etc.
4- Faça um campeonato do jogo de par-ou-ímpar com as mãos. Ensine os alunos a fazer uma tabela de pontos ganhos ou perdidos no jogo. Tanto surdos/DAs quanto DVs poderão participar.
5- Para trabalhar com formas geométricas com um DV peça que tateie partes do corpo – cabeça (circular), nariz (triangular), dentes e unhas (retangulares) e também objetos – dados, bolas, pirâmides, etc. Dobre o papel em formas (triângulo, retângulo, quadrado e retângulo), desdobre o papel e peça aos alunos que passe o dedo sobre essas dobras para descobrir a forma. Em seguida, dê-lhe uma tesoura e diga-lhe que recorte sobre o vindo formando pelas dobras. Na seqüência, peça que passe cola na forma geométrica e a cole sobre outra folha. Ao terminar, solicite que identifique as formas colocadas e escreva com as letras móveis o nome das formas.
6- Para ensinar quantificações com números altos: 10, 20, 30, etc., se você tem um aluno DV, faça a correspondência entre quantidade e número por meio de objetos, da palavra oral ou Braille. Use caixas com feijões, bolinhas, etc., para representar números altos. Ao efetuar e corrigir as contas, procure narrar as operações de forma bem clara e definida.
7- Faça com seus alunos um relógio com os ponteiros em alto-relevo. Utilize papelão para a base, palitos para os ponteiros, cola para escrever os números e arame para prender os ponteiros. Cada aluno deve ter seu próprio relógio. Faça, então, um ditado de horas. Alguém dita a hora e os outros “acertam” o relógio. Essa atividade também poderá ser feita com os alunos de olhos vendados, tendo de descobrir que horas são.
8-O professor devrá utilizar-se dos materiais pedagógicos concretos e/ou aqueles adequados e confeccionados com sucatas com os alunos em atividades de educação artística. O trabalho realizado em duplas ou grupos é facilitado no que diz respeito a compreensão das ordens e sequências das tarefas a serem seguidas. Os demais recursos utilizados pela professora deverão ser acessíveis edm relação a compreensão do vocabulário.
9-Geometria:
A introdução da geometria poderá ser feita criando-se inúmeras figuras e personagens de histórias, assim a criança perceberá a versatilidade das formas, sua rotação e translação no espaço. Por exemplo, criar com os alunos uma história onde as figuras geométricas estejam soltas no espaço e, resolvam agrupar-se e formarem coisas que existam no mundo como uma casa, um robô, uma flor, etc. As figuras devem ser estilizadas, mas mantêm-se o nome e a nomenclatura das figuras geométricas.
10-DOMINÓ DE FIGURAS GEOMÉTRICAS
Este dominó é de madeira e possui as figuras geométricas (círculo, quadrado, triângulo) em relevo, pintadas nas cores azul, vermelho, amarelo e verde. Sob cada peça foi colada um imã. As peças são utilizadas sobre um tabuleiro de latão revestido com papel contact.
Permite a discriminação visual e tátil das figuras geométricas. O jogo pode ser manuseado sob a carteira ou na posição “em pé”, permitindo movimentos de flexão e extensão de braços. As peças com imãs facilitam a fixação sobre o tabuleiro, principalmente, aos alunos com dificuldade no manuseio.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Mônica Gerdullo e Marilãine Bonaldo.
11- DOMINÓ DE QUANTIDADES E NUMERAIS EM RELEVO
Permite o desenvolvimento da discriminação visual e discriminação tátil. Auxilia no desenvolvimento da relação entre quantidade e numeral.
Dominó confeccionado em madeira com aplicação de material emborrachado (E V A).
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Cláudia Cristina da Silva
12-TANGRAM IMANTADO
Visa desenvolver o raciocínio lógico e a discriminação de formas e cores, dentre outras. Confeccionado para aluno com dificuldade de preensão. A colocação do imã facilita ao aluno o manuseio e a fixação das peças. Auxilia em dificuldades advindas da espasticidade e de movimentos involuntários de membros superiores, características comuns em alunos com paralisia cerebral do tipo espástica ou atetóide.
O jogo é utilizado sobre uma placa imantada revestida com papel contact. As peças possuem imãs na parte posterior e são feitas em madeira com espessura de 1,5 cm e pintadas com tinta lavável. As peças foram ampliadas permitindo a preensão em pinça com dois ou mais dedos.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Marilãine Bonaldo e Mônica Gerdullo
13-JOGOS DOS NUMERAIS
Auxilia a identificação de numerais e de quantidade. Confeccionado para alunos que apresentam dificuldade no manuseio de lápis e papel, mas pode ser utilizado por qualquer aluno da classe comum.O manuseio das peças permite a estimulação da preensão e da coordenação motora.
O recurso é composto de números confeccionados em madeira grossa. Cada numeral possui pequenos buracos, onde deverão ser encaixados pinos em igual proporção à representação do numeral. Por exemplo: para o numeral seis deverão ser encaixados seis pinos.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”,Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Rosemeire Francisco Tabanez
14-ÁBACO DE ARGOLAS
Auxilia na compreensão do sistema de unidades, na aquisição da noção de cores e permite trabalhar com movimentos de flexão e extensão de membros superiores. Foi confeccionado para um aluno com dificuldade de preensão, que, ao invés de fazer preensão em pinça, enfiava os dedos dentro das argolas e as colocava no suporte de madeira.
Construído com argolas de papelão, placa de madeira e cabos de vassouras. As argolas são pintadas de diferentes cores.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Marilãine Bonaldo e Mônica Gerdullo.
15-MULTIPLICAÇÃO EM PIZZA
Permite demonstrar a multiplicação entre números apenas trocando o multiplicador central. Assim, possibilita montar operações sem que seja necessário ao aluno armá-las e copiá-las em papel. Confeccionado para alunos com dificuldade de manuseio de lápis e papel. Evita que os alunos se cansem demasiadamente.
Confeccionado em madeira de forma circular, com diâmetro de 35 cm e espessura de 2 cm. No meio possui uma abertura também em forma de círculo, na qual os multiplicadores podem ser trocados. O recurso é acompanhado de toquinhos de madeira com os numerais inscritos, que serão utilizados para exibir o resultado da operação
aritmética.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Criação: Regina Lázara Salim Moraes Bernardo.
ARTES
1-A música é um meio de comunicação muito eficiente para o DV (deficiente visual). Por isso, traga para o seu dia-a-dia, na sala, muitas canções para serem cantadas e dançadas pelas crianças.
2- Traga ás aulas réplicas de obras de arte ou de objetos grandes – ônibus, caminhões, carros, casas, árvores, maquetes de acidentes geográficos, cidades, etc. – para construir textos, principalmente se você tem DVs em sua classe. Permita que o DV explore o máximo que puder esses objetos.
3- Traga ás aulas argila ou qualquer outro tipo de material maleável para que o DV possa representar a sua “visão” de mundo. Outros tipos de materiais, como palitos, folhas, galhos de árvore, potes, caixas, também podem ser utilizados na construção de representações de mundo.
4- Para fazer atividades rítmicas, se você tem alunos com surdos/DAs, faça uma coreografia com movimentos bem compassados, de modo que eles possam, mesmo sem o som, observar os movimentos dos outros e, por imitação e repetição dançar com o grupo.
O mesmo pode ocorrer ao tocar instrumentos. Organize uma peça musical em que os surdos/DAs possam, por imitação ou pela vibração, tocar, por exemplo, uma chocalho, um tambor.
5- Se você tem alunos DVs em sua turma, proponha aos alunos fazer desenhos com material saliente – areia, pó de lápis e outros elementos porosos – sobre cola. Também pode propor que desenhem cobrindo partes do corpo – mão, pé, braço – ou objetos- borracha, caderno, etc.
6- No trabalho com artes, pode-se utilizar obras de artistas plásticos conhecidos, de forma simples, observando-se a obra levando as crianças a atentarem para: as cores e suas combinações, figuras geométrica, personagens, se há ou não pessoas e ações, se há natureza morta, o que pode ser observado, quem pintou, desenhou ou esculpiu, o que quis retratar, etc. Este trabalho pode ser feito em pequenos grupos e cada um, posteriormente expressará suas observações e opiniões sobre a obra através de ilustrações, textos, mímicas, dramatizações, etc.
7- O professor deverá utilizar-se dos materiais pedagógicos concretos e/ou aqueles adequados e confeccionados com sucatas com os alunos em atividades de educação artística. O trabalho realizado em duplas ou grupos é facilitado no que diz respeito à compreensão das ordens e seqüências das tarefas a serem seguidas. Os demais recursos utilizados pela professora deverão ser acessíveis em relação à compreensão do vocabulário.
8- Empregar dramatizações com as crianças, ou com a confecção de bonecos, fantoches desenhados e pintados no dorso e na palma da mão com caneta esferográfica e complementados com fio, papéis, edtc. de acordo com a criatividade das crianças e do professor.
9- Quando trabalhar cantigas com a classe sugerimos que o mesmo faça marcações no ritmo e na entonação. Os gestos indicativos sobre a letra da música também são bem aceitos como marcadores. Antes de ser cantada, a letra da música deverá ser trabalhada nos aspectos da sua colocação social (festa junina, folclore, natal, etc.) e o vocabulário, seu significado. Os versos devem ser contados, marcados e cantados individualmente antes da música ser cantada como um todo.
ORIENTAÇÕES GERAIS
Aqui você encontra princípios que facilitam a aprendizagem e tornam o ensino mais proveitoso, essas dicas foram retiradas do livro “Educação da Criança Excepcional” (Samuel Kirk e James Gallagher / 1996). Essas ações podem ser realizadas diariamente e auxiliam o processo de ensino-aprendizagem de todas as crianças principalmente as com necessidades educacionais especiais.
1- Com os numerais e operações aritméticas utilize o recurso de associar números a quantidades de objetos. Por exemplo. Para fazer operações de soma, subtração, multiplicação e divisão, utilize os dedos das mãos, dos pés, feijões, pedrinhas, milho, etc.
2- Para fazer a correspondência na base com alunos DVs, (deficientes visuais) utilize uma embalagem de ovos. Em cada cova da embalagem coloque um objeto – pedrinha, semente, bola de gude, etc. – e estabeleça que cada objeto vale dez unidades. Faça então as operações perguntando, por exemplo: “Em duas covas quantas pedrinhas há? Em três? Em quatro?”. Dessa forma, você poderá trabalhar com números altos, fazendo as devidas correspondências. Os DVs devem explorar antecipadamente a embalagem e os objetos a ser colocados nela. Em seguida, deverão também, eles mesmos, fazer a operação de distribuir os objetos nas covas da embalagem.
3- Para o reconhecimento de quantidades, tamanho, peso, largura e espessura dos objetos, quando de tem alunos DVs, promova atividade que explorem ativamente o próprio corpo. Traga para a sala de objetos com pesos, texturas, larguras e alturas aproximadas. Ofereça aos alunos DVs para que tentem identificar as diferenças: o que é mais pesado, mais grosso, mais áspero, mas comprido, etc.
4- Faça um campeonato do jogo de par-ou-ímpar com as mãos. Ensine os alunos a fazer uma tabela de pontos ganhos ou perdidos no jogo. Tanto surdos/DAs quanto DVs poderão participar.
5- Para trabalhar com formas geométricas com um DV peça que tateie partes do corpo – cabeça (circular), nariz (triangular), dentes e unhas (retangulares) e também objetos – dados, bolas, pirâmides, etc. Dobre o papel em formas (triângulo, retângulo, quadrado e retângulo), desdobre o papel e peça aos alunos que passe o dedo sobre essas dobras para descobrir a forma. Em seguida, dê-lhe uma tesoura e diga-lhe que recorte sobre o vindo formando pelas dobras. Na seqüência, peça que passe cola na forma geométrica e a cole sobre outra folha. Ao terminar, solicite que identifique as formas colocadas e escreva com as letras móveis o nome das formas.
6- Para ensinar quantificações com números altos: 10, 20, 30, etc., se você tem um aluno DV, faça a correspondência entre quantidade e número por meio de objetos, da palavra oral ou Braille. Use caixas com feijões, bolinhas, etc., para representar números altos. Ao efetuar e corrigir as contas, procure narrar as operações de forma bem clara e definida.
7- Faça com seus alunos um relógio com os ponteiros em alto-relevo. Utilize papelão para a base, palitos para os ponteiros, cola para escrever os números e arame para prender os ponteiros. Cada aluno deve ter seu próprio relógio. Faça, então, um ditado de horas. Alguém dita a hora e os outros “acertam” o relógio. Essa atividade também poderá ser feita com os alunos de olhos vendados, tendo de descobrir que horas são.
8-O professor devrá utilizar-se dos materiais pedagógicos concretos e/ou aqueles adequados e confeccionados com sucatas com os alunos em atividades de educação artística. O trabalho realizado em duplas ou grupos é facilitado no que diz respeito a compreensão das ordens e sequências das tarefas a serem seguidas. Os demais recursos utilizados pela professora deverão ser acessíveis edm relação a compreensão do vocabulário.
9-Geometria:
A introdução da geometria poderá ser feita criando-se inúmeras figuras e personagens de histórias, assim a criança perceberá a versatilidade das formas, sua rotação e translação no espaço. Por exemplo, criar com os alunos uma história onde as figuras geométricas estejam soltas no espaço e, resolvam agrupar-se e formarem coisas que existam no mundo como uma casa, um robô, uma flor, etc. As figuras devem ser estilizadas, mas mantêm-se o nome e a nomenclatura das figuras geométricas.
10-DOMINÓ DE FIGURAS GEOMÉTRICAS
Este dominó é de madeira e possui as figuras geométricas (círculo, quadrado, triângulo) em relevo, pintadas nas cores azul, vermelho, amarelo e verde. Sob cada peça foi colada um imã. As peças são utilizadas sobre um tabuleiro de latão revestido com papel contact.
Permite a discriminação visual e tátil das figuras geométricas. O jogo pode ser manuseado sob a carteira ou na posição “em pé”, permitindo movimentos de flexão e extensão de braços. As peças com imãs facilitam a fixação sobre o tabuleiro, principalmente, aos alunos com dificuldade no manuseio.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Mônica Gerdullo e Marilãine Bonaldo.
11- DOMINÓ DE QUANTIDADES E NUMERAIS EM RELEVO
Permite o desenvolvimento da discriminação visual e discriminação tátil. Auxilia no desenvolvimento da relação entre quantidade e numeral.
Dominó confeccionado em madeira com aplicação de material emborrachado (E V A).
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Cláudia Cristina da Silva
12-TANGRAM IMANTADO
Visa desenvolver o raciocínio lógico e a discriminação de formas e cores, dentre outras. Confeccionado para aluno com dificuldade de preensão. A colocação do imã facilita ao aluno o manuseio e a fixação das peças. Auxilia em dificuldades advindas da espasticidade e de movimentos involuntários de membros superiores, características comuns em alunos com paralisia cerebral do tipo espástica ou atetóide.
O jogo é utilizado sobre uma placa imantada revestida com papel contact. As peças possuem imãs na parte posterior e são feitas em madeira com espessura de 1,5 cm e pintadas com tinta lavável. As peças foram ampliadas permitindo a preensão em pinça com dois ou mais dedos.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Marilãine Bonaldo e Mônica Gerdullo
13-JOGOS DOS NUMERAIS
Auxilia a identificação de numerais e de quantidade. Confeccionado para alunos que apresentam dificuldade no manuseio de lápis e papel, mas pode ser utilizado por qualquer aluno da classe comum.O manuseio das peças permite a estimulação da preensão e da coordenação motora.
O recurso é composto de números confeccionados em madeira grossa. Cada numeral possui pequenos buracos, onde deverão ser encaixados pinos em igual proporção à representação do numeral. Por exemplo: para o numeral seis deverão ser encaixados seis pinos.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”,Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Rosemeire Francisco Tabanez
14-ÁBACO DE ARGOLAS
Auxilia na compreensão do sistema de unidades, na aquisição da noção de cores e permite trabalhar com movimentos de flexão e extensão de membros superiores. Foi confeccionado para um aluno com dificuldade de preensão, que, ao invés de fazer preensão em pinça, enfiava os dedos dentro das argolas e as colocava no suporte de madeira.
Construído com argolas de papelão, placa de madeira e cabos de vassouras. As argolas são pintadas de diferentes cores.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Marilãine Bonaldo e Mônica Gerdullo.
15-MULTIPLICAÇÃO EM PIZZA
Permite demonstrar a multiplicação entre números apenas trocando o multiplicador central. Assim, possibilita montar operações sem que seja necessário ao aluno armá-las e copiá-las em papel. Confeccionado para alunos com dificuldade de manuseio de lápis e papel. Evita que os alunos se cansem demasiadamente.
Confeccionado em madeira de forma circular, com diâmetro de 35 cm e espessura de 2 cm. No meio possui uma abertura também em forma de círculo, na qual os multiplicadores podem ser trocados. O recurso é acompanhado de toquinhos de madeira com os numerais inscritos, que serão utilizados para exibir o resultado da operação
aritmética.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Criação: Regina Lázara Salim Moraes Bernardo.
ARTES
1-A música é um meio de comunicação muito eficiente para o DV (deficiente visual). Por isso, traga para o seu dia-a-dia, na sala, muitas canções para serem cantadas e dançadas pelas crianças.
2- Traga ás aulas réplicas de obras de arte ou de objetos grandes – ônibus, caminhões, carros, casas, árvores, maquetes de acidentes geográficos, cidades, etc. – para construir textos, principalmente se você tem DVs em sua classe. Permita que o DV explore o máximo que puder esses objetos.
3- Traga ás aulas argila ou qualquer outro tipo de material maleável para que o DV possa representar a sua “visão” de mundo. Outros tipos de materiais, como palitos, folhas, galhos de árvore, potes, caixas, também podem ser utilizados na construção de representações de mundo.
4- Para fazer atividades rítmicas, se você tem alunos com surdos/DAs, faça uma coreografia com movimentos bem compassados, de modo que eles possam, mesmo sem o som, observar os movimentos dos outros e, por imitação e repetição dançar com o grupo.
O mesmo pode ocorrer ao tocar instrumentos. Organize uma peça musical em que os surdos/DAs possam, por imitação ou pela vibração, tocar, por exemplo, uma chocalho, um tambor.
5- Se você tem alunos DVs em sua turma, proponha aos alunos fazer desenhos com material saliente – areia, pó de lápis e outros elementos porosos – sobre cola. Também pode propor que desenhem cobrindo partes do corpo – mão, pé, braço – ou objetos- borracha, caderno, etc.
6- No trabalho com artes, pode-se utilizar obras de artistas plásticos conhecidos, de forma simples, observando-se a obra levando as crianças a atentarem para: as cores e suas combinações, figuras geométrica, personagens, se há ou não pessoas e ações, se há natureza morta, o que pode ser observado, quem pintou, desenhou ou esculpiu, o que quis retratar, etc. Este trabalho pode ser feito em pequenos grupos e cada um, posteriormente expressará suas observações e opiniões sobre a obra através de ilustrações, textos, mímicas, dramatizações, etc.
7- O professor deverá utilizar-se dos materiais pedagógicos concretos e/ou aqueles adequados e confeccionados com sucatas com os alunos em atividades de educação artística. O trabalho realizado em duplas ou grupos é facilitado no que diz respeito à compreensão das ordens e seqüências das tarefas a serem seguidas. Os demais recursos utilizados pela professora deverão ser acessíveis em relação à compreensão do vocabulário.
8- Empregar dramatizações com as crianças, ou com a confecção de bonecos, fantoches desenhados e pintados no dorso e na palma da mão com caneta esferográfica e complementados com fio, papéis, edtc. de acordo com a criatividade das crianças e do professor.
9- Quando trabalhar cantigas com a classe sugerimos que o mesmo faça marcações no ritmo e na entonação. Os gestos indicativos sobre a letra da música também são bem aceitos como marcadores. Antes de ser cantada, a letra da música deverá ser trabalhada nos aspectos da sua colocação social (festa junina, folclore, natal, etc.) e o vocabulário, seu significado. Os versos devem ser contados, marcados e cantados individualmente antes da música ser cantada como um todo.
ORIENTAÇÕES GERAIS
Aqui você encontra princípios que facilitam a aprendizagem e tornam o ensino mais proveitoso, essas dicas foram retiradas do livro “Educação da Criança Excepcional” (Samuel Kirk e James Gallagher / 1996). Essas ações podem ser realizadas diariamente e auxiliam o processo de ensino-aprendizagem de todas as crianças principalmente as com necessidades educacionais especiais.
- Deixe que a criança experimente o sucesso. Organize assuntos e métodos que levem a criança á resposta certa. Forneça dicas quando necessário. Diminua as escolhas das respostas. Leve á escolha certa reformulando a questão ou simplificando o problema. Nunca deixe a criança fracassar, leve-a até o sucesso.
- Ofereça “feedback”. A criança e deve saber quando respondeu corretamente. Se a resposta está incorreta diga á criança, mas faça com que esteja a um passo de encontrar a resposta certa. As lições devem ser planejadas de modo que a criança tenha feedback imediato sobre a exatidão da resposta.
- Reforce as respostas corretas. O reforço deve ser imediato e claro. Pode ser tangível, como brindes ou alimentos, ou vir sob a forma de aprovação social e satisfação de vencer um jogo.
- Encontre o nível ideal para a criança trabalhar. Se o assunto for fácil demais, não será um desafio para a criança se esforçar ao máximo; se for muito difícil, ela sentirá o fracasso e a frustração.
- Proceda de modo sistemático. As aulas devem ter uma seqüência, onde o conhecimento mais básico e necessário antecede o assunto mais difícil.
- Passe o mais lentamente possível de uma etapa para a outra para facilitar a aprendizagem.
- Proporcione transferência positiva de conhecimento de uma situação para outra. Isto é facilitado ajudando-se a criança a generalizar de uma situação para outra. Quando se apresenta o mesmo conceito com várias colocações e relações, a criança pode transferir os elementos comuns a cada uma delas.
- Repita as experiências o suficiente para desenvolver a superaprendizagem. Os deficientes mentais parecem necessitar mais repetições de uma experiência ou de uma associação para retê-las.
- Prefira espaçar as repetições do assunto no tempo a acumular as experiências num curto espaço de tempo. Quando apresentar um novo conceito, volte a ele inúmeras vezes e em novos ambientes, não como um adestramento, mas como transferência para uma nova situação.
- Nos estágios iniciais de aprendizagem, associe constantemente um estímulo ou uma pista e somente uma resposta. Não diga á criança: “Algumas vezes esta letra é pronunciada a e outras ah”. Ensine apenas um som por vez até que esteja superaprendido; só depois ensine o outro som como uma configuração diferente em um novo ambiente. Se a criança tiver de vacilar entre duas respostas, ficará confusa.
- Motive a criança para um esforço maior. Através do reforço e da satisfação de ser bem-sucedida; da variação na apresentação dos assuntos; do entusiasmo por parte do professor e da duração ideal das aulas.
- Limite o número de conceitos apresentados em qualquer período. Não confunda a criança tentando fazer com que aprenda coisas demais de uma só vez. Introduza o assunto novo somente após o velho ter se tornado familiar.
- Organize o assunto com dicas adequadas para chamar a atenção. Organize o assunto de modo a dirigir a atenção do aluno, para que ele aprenda a observar as dicas da situação que facilitarão o aprendizado e ignore os fatores relevantes.
- Ofereça experiências de sucesso. Os deficientes mentais educáveis que fracassaram muitas vezes desenvolvem baixa tolerância á frustração. O melhor modo de lidar com esses problemas é organizar um programa diário, oferecendo ás crianças tarefas em que se sairão bem, a longo ou á curto prazo.Assim, um professor deve, cuidadosamente, fazer com que a criança não apenas não fracasse, mas também experimente e conheça o sucesso.
O uso do questionamento indutivo quando se apresenta as atividades de instrução, leva a criança a informar sobre o evento ou as situações que está estudando.
Há um processo de cinco etapas nesse modelo que funciona assim:
Há um processo de cinco etapas nesse modelo que funciona assim:
- Rotular. Perguntas que identifiquem o que deve ser estudado ou explorado (O que está na figura? É um cachorro grande.)
- Detalhar. Perguntas que tragam á tona as características específicas do evento. (O que você pode dizer a respeito do cachorro? É um cachorro marrom, grande, que está abanando o rabo.)
- Inferir. Perguntas que tragam á tona a conclusão baseada nas características disponíveis. (Por que o cachorro está abanando o rabo? Seu dono vai lhe dar comida.)
- Predizer. Perguntas que extraiam respostas da inferência, quando dadas maiores informações. (O que aconteceria se o dono não lhe desse comida? O cachorro ficaria bravo e latiria para ele.)
- Generalizar.Perguntas que provoquem respostas aplicáveis a uma regra geral, baseando-se na informação disponível. (Como deveríamos tratar os cachorro? Não devemos provoca-los principalmente os grandes.)
ATIVIDADES DIVERSAS
1- DOMINÓ DAS CORES
Este material é feito em madeira,medindo 4 cm de comprimento, 9 cm de largura e 1 cm de espessura. Cada peça possui duas cores. A pintura é feita com tinta lavável
Facilita a nomeação das cores, a discriminação visual e a correspondência um a um. As peças ampliadas permitem melhor manuseio aos alunos com dificuldade de preensão (faculdade de pegar ou agarrar). O material pode ser higienizado devido à tinta lavável.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp, Marília, SP.
Adaptação: Rosimeire Francisco Tabanez
2- DOMINÓ EM RELEVO
Dominó de madeira,medindo 9 cm de comprimento, 4 cm de largura e 0,5 cm de espessura. A identificação da quantidade é feita com feltro vermelho.
Auxilia na discriminação visual das quantidades. Sua espessura foi aumentada para que as crianças que possuem preensão (faculdade de pegar ou agarrar) prejudicada possam manuseá-lo. A identificação da quantidade, em feltro, permite utilizar a sensibilidade tátil–sinestésica. A cor vermelha sobre o marrom permite um bom contraste visual.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Elaine Cristina de Moraes
3- DOMINÓ DE TEXTURAS
Permite o desenvolvimento da discriminação visual de padrões e discriminação tátil, requisitos importantes para alunos que tenham alterações sensoriais e dificuldades para discriminar, perceptualmente, estímulos visuais. Pode ser utilizado para viabilizar a alfabetização, que exige discriminação apurada de símbolos na forma gráfica.
Confeccionado em madeira com aplicação de diferentes tecidos: lã, veludo, malha, brim e seda.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Alessandra Cristina Gazeta de França
4-DOMINÓ TEMÁTICO: MEIOS DE TRANSPORTE
Permite o desenvolvimento da discriminação visual. Auxilia o professor a trabalhar com temas desenvolvidos em aula, no caso, meios de transporte. Os assuntos podem variar de acordo com o tema da aula. Já foram construídos dominós temáticos sobre animais, frutas e vestuário.
Confeccionado em madeira com aplicação de figuras que indicam meios de transporte.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Eduardo José Manzini e Elaine Cristina de Morais.
5-QUEBRA-CABEÇA DE CUBOS
Permite trabalhar com a percepção visual, preensão e discriminação de figuras (parte/todo). Cada parte do cubo apresenta uma figura, sendo possível montar 6 desenhos diferentes. O manuseio do cubo foi idealizado para a coordenação com ambas as mãos (bimanual). Indicado para alunos que apresentam distrofia muscular. Por ser um material leve, não é recomendado para alunos com paralisia cerebral do tipo atetóide, que apresentam movimentos involuntários. No caso desses alunos, seria recomendado cubos mais pesados.
Este quebra-cabeça é feito de caixa de papelão,em formato de cubo, plastificado e com aplicação de figuras.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Elizabete Monteiro da Silva
6-JOGO DA MEMÓRIA
Auxilia o desenvolvimento da memória visual dentro de um espaço delimitado e permite trabalhar com a atenção concentrada. Quando o jogo é realizado em grupo, pode-se trabalhar com regras sociais como, por exemplo, “um aluno de cada vez”. O material simples, produz um visual estimulador e permite a higienização. A forma de cada peça possibilita ao aluno manuseá-la com pinça lateral, com pinça em dois ou mais dedos ou mesmo utilizar ambas as mãos para empurrar e virar as peças.
Jogo feito com tampas de maionese e com pares de figuras coladas sobre a tampa.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Míris Cordeiro Brantes
7-VAMOS VESTIR A BONECA?
Possibilita a discriminação parte/todo. Pelo fato do material possuir um imã na parte detrás permite ao aluno acometido por deficiência física, como paralisia cerebral, do tipo espástica ou atetóide, um melhor manuseio.
A boneca é confeccionada com lâmina de latão e revestida com papelão plastificado. As peças de roupas possuem imãs. As peças são manuseadas sobre uma placa de latão revestida com papel contact colorido.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Adriana Rocetao Garcia
8- Para trabalhar Geografia sugerimos que sejam utilizados livros paradidáticos antes de se iniciar o conteúdo propriamente dito. Por exemplo "Geografia de Dona Benta" de Monteiro Lobato, de onde poderá se extrair pequenos textos a seram bem explorados (vocabulário, localização, contexto social, etc) e levar o aluno a vivenciar e fazer relações com o dia-a-dia. Para isso o professor deverá utilizar-se de outros recursos como ilustrações, vídeos, músicas, etc.
9- Os conteúdos referentes a Ciências poderão ser trabalhados pelo professor de forma prática e não apenas teórica (não dispensar a teoria). Sugerimos que a relação direta com o dia-a-dia dos alunos esteja presente sistematicamente. Por exemplo:
a) Ao trabalhar doenças e vacinas, trazer á sala de aula cartazes oferecidos em postos de saúde, vídeos sobre saneamento básico, alimentação, etc. Perguntar as crianças sobre hábitos da sua família em relação ao tema em estudo, propor um texto coletivo sobre as informações obtidas e a partir daí sistematizar a teoria.
b) Ao trabalhar o corpo humano seus órgãos e suas funções, sugerimos que o professor utilize um corpo humano (com papel de embrulho estendido no chão, uma criança deita-se sobre ele e é feito o contorno). Este desenho é fixado na parede e, a medida em que forem estudando as partes e os orgãos do corpo humano, as mesmas seriam desenhadas, pintadas, recortadas e coladas neste desenho. Próximo a parte trabalhada o professor deverá escrever em destaque a nomenclatura.
c) Ao trabalhar com plantas sugerimos que o professor convide uma pessoa da prefeitura, que trabalhe com jardinagem para fazer uma palestra e montar um pequeno canteiro, se houver espaço na escola ou, uma jardineira na própria sala de aula. Os próprios alunos plantariam e cuidariam da jardineira observando seus desenvolvimento. O professor aproveitará a atividade para destacar as partes da planta, as necessidades ambientais para sua sobrevivência, o porque de alguma muda não ter se desenvolvido e morrido, e outros pontos pertinentes ao conteúdo trabalhado.
10-No que diz respeito a Sistematização dos Conteúdos trabalhados, os professores usualmente resportam-se á questionários, exercícios para preencher lacunas, palavras cruzadas e outros, além das atividades propostas pelos livros didáticos. Nestes casos muitas vezes a criança com necessidade educacional especial, sente dificuldade em realizar a atividade por não conseguir interpretar o enunciado ou as instruções do exercício, assim, sugerimos que o professor procure usar um vocabulário mais simples, em questões dissertativas o professor deverá ser flexível considerando o conteúdo e não a forma da construção da resposta escrita.
A atividade abaixo enfoca o trabalho em equipe, que traz benefícios para todos os alunos, os grupos devem ser montados de forma heterogênea, para que os alunos com necessidades educacionais especiais possam ser ajudados pelos outros membros do grupo. O professor também pode colocar em todas as mesas objetos e ferramentas que auxiliem a aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais.
“MESAS DIVERSIFICADAS”
Objetivos: Desenvolver na criança autonomia para realização de tarefas; Atender de forma individualizada as dificuldades específicas de cada criança; Propiciar, num mesmo período de aula, atividades diversificadas (de fixação de conteúdo, de expressão artística, lúdicas,...) de forma dinâmica e interessante.
Material: Dependerá das atividades programadas para as mesas podendo ser: –
materiais para atividades artísticas – tinta, pincéis, lápis coloridos, massa de modelar, papéis coloridos, argila, sucata, ...
– materiais para atividades gráficas – papel, lápis, borracha, gravuras,
– materiais para atividades em língua de sinais- gravuras, textos, fichário,...
– materiais para atividades lúdicas – jogos de memória, bingo, quebra-cabeças, jogos com atividades pedagógicas específicas,...
Desenvolvimento: a)Para desenvolvê-la o professor prepara atividades que possam abranger
as diversas áreas do conhecimento; podendo envolver uma ou mais temáticas; tendo o cuidado de incluir alguns jogos e/ou brincadeiras;
b) As atividades podem ser realizadas individualmente ou em pequenos grupos, conforme os objetivos traçados pelo professor;
c) Deve-se ter o cuidado de variar entre atividades que a criança possa realizar sozinha e atividades que a criança venha demonstrando dificuldade em aula, para que possa ter um reforço neste momento.
d) As atividades são distribuídas em mesas (carteiras) onde devem estar também todos os materiais necessários para a realização da tarefa. O número de mesas deverá ser maior que o número de crianças, é importante que haja 2 ou 3 mesas a disposição para manter o fluxo de
revezamento das crianças nas atividades;
e) Antes do início da dinâmica o professor explica, para todo o grupo, cada uma das atividades – como deve ser realizada, que materiais podem ou não ser usados como apoio, quais serão individuais e quais serão em grupo,etc.;
f) A criança pode escolher a mesa/atividade que deseja realizar primeiro. Sempre que terminar uma tarefa deverá trocar de mesa até que tenha passado por todas as mesas ou até que termine o tempo determinado pelo professor para esta atividade;
g) No desenrolar desta dinâmica o professor sentará com as crianças, individualmente, para trabalhar aquilo que cada um tiver maior necessidade;
h) No final das atividades de mesas diversificadas, ou na aula seguinte, poder-se-á fazer e explorar um registro geral da dinâmica, usar os dados quantitativos dela para a criação e resolução de problemas matemáticos e usar os materiais produzidos nela para outras atividades com a língua portuguesa.
EXEMPLOS: Mesas para o tema – Os Meios de Transporte
Mesa 1 – Atividade de atenção e discriminação visual:
Observar uma gravura do centro de uma cidade e desenhar num outro
cartão todos os meios de transporte que encontrar.
Material: gravura bem escolhida, cartões conforme o número de crianças e lápis de cor.
Mesa 2 – Atividade de resolução de problemas matemáticos:
Em duplas, cada um escolhe uma folha,não pode ser igual, e resolve três problemas matemáticos. Só depois, trocam os papéis para a correção.
Material: diversas folhas xerocadas, com problemas matemáticos que envolvam meios de transporte, lápis e borracha.
Mesa 3 – Atividade de leitura e interpretação escrita:
Ler um texto com atenção e responder.
Material: um texto, sobre o tema, todo ilustrado que a criança consiga compreender
sozinha ou um texto mais elaborado que o professor queira trabalhar e, para tanto, ficará nesta mesa com todos que por ela passarem; folhas com as perguntas de interpretação para cada uma das crianças, lápis e borracha. Sugestão para última pergunta – “O que você acha que aconteceu depois?”
Uma variação desta atividade seria apresentar somente a gravura para ser observada, com as perguntas de interpretação escrita.
Mesa 4 – Atividade de expressão artística:
Pode ser individual, em duplas ou trios. Construir um meio de transporte de forma bem criativa, à escolha do aluno, com os materiais que estão sobre a mesa.
Material: sucatas, colas, tesouras, canetas coloridas, barbantes, botões, ...
Mesa 5 – Atividade de produção escrita:
Observar uma cena (sobre o tema) e escrever uma história sobre ela.
Material: uma cena colada num cartão colorido, que apresente riqueza de informações e possibilite diferentes interpretações, folhas coloridas, lápis e borracha.
Mesa 6 – Atividade lúdica:
Jogo de memória sobre o tema (sinal-palavra ou figura-palavra),
que pode ser em duplas ou em trios. Cada criança anota os pares de meios de
transporte que conseguir encontrar.
Material: um jogo de memória sobre os meios de transporte, de preferência confeccionado anteriormente pelas próprias crianças, cartões e lápis para que elas registrem seus pares.
Mesa 7 – Atividade de fixação de conteúdo:
Resolver atividades escritas sobre o tema.
Material: fichas com exercícios de revisão sobre o tema (conceitos, classificações, trânsito,sinalização e tudo que possa ter sido trabalhado em aula) e fichas com as
respostas para que a criança possa fazer uma auto-correção ao terminar esta atividade.
Mesa 8 – Atividade com o vocabulário:
Recortar palavras, figuras referente ao tema trabalhado.
Mesa 9 – Atividade de expressão corporal:
Regras de trânsito – Em duplas,pegar uma ficha da caixa de gravuras e apresentar o que vê em forma de mímica para seu colega e ele terá que procurar na caixa com fichas escritas a regra que você representou; depois inverter os papéis.
Material: duas caixas com fichas sobre regras de trânsito, uma com gravuras e outra com frases. Outra variação é brincar com as placas de sinalização, onde uma criança escolhe uma placa de uma caixa para o colega representar uma situação correspondente a ela.
Mesa 10 – Atividade de criatividade:
Desenhar, como a criança imaginar, um meio de transporte do futuro.
Material: folhas de desenho, lápis, tinta ou giz de cera.
Ao fim da atividade, depois que todos os grupos passaram por todas as mesas, o professor deve pontuar com os alunos, aspectos importantes que foram trabalhados sobre o tema.
Este material é feito em madeira,medindo 4 cm de comprimento, 9 cm de largura e 1 cm de espessura. Cada peça possui duas cores. A pintura é feita com tinta lavável
Facilita a nomeação das cores, a discriminação visual e a correspondência um a um. As peças ampliadas permitem melhor manuseio aos alunos com dificuldade de preensão (faculdade de pegar ou agarrar). O material pode ser higienizado devido à tinta lavável.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp, Marília, SP.
Adaptação: Rosimeire Francisco Tabanez
2- DOMINÓ EM RELEVO
Dominó de madeira,medindo 9 cm de comprimento, 4 cm de largura e 0,5 cm de espessura. A identificação da quantidade é feita com feltro vermelho.
Auxilia na discriminação visual das quantidades. Sua espessura foi aumentada para que as crianças que possuem preensão (faculdade de pegar ou agarrar) prejudicada possam manuseá-lo. A identificação da quantidade, em feltro, permite utilizar a sensibilidade tátil–sinestésica. A cor vermelha sobre o marrom permite um bom contraste visual.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Elaine Cristina de Moraes
3- DOMINÓ DE TEXTURAS
Permite o desenvolvimento da discriminação visual de padrões e discriminação tátil, requisitos importantes para alunos que tenham alterações sensoriais e dificuldades para discriminar, perceptualmente, estímulos visuais. Pode ser utilizado para viabilizar a alfabetização, que exige discriminação apurada de símbolos na forma gráfica.
Confeccionado em madeira com aplicação de diferentes tecidos: lã, veludo, malha, brim e seda.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Alessandra Cristina Gazeta de França
4-DOMINÓ TEMÁTICO: MEIOS DE TRANSPORTE
Permite o desenvolvimento da discriminação visual. Auxilia o professor a trabalhar com temas desenvolvidos em aula, no caso, meios de transporte. Os assuntos podem variar de acordo com o tema da aula. Já foram construídos dominós temáticos sobre animais, frutas e vestuário.
Confeccionado em madeira com aplicação de figuras que indicam meios de transporte.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Eduardo José Manzini e Elaine Cristina de Morais.
5-QUEBRA-CABEÇA DE CUBOS
Permite trabalhar com a percepção visual, preensão e discriminação de figuras (parte/todo). Cada parte do cubo apresenta uma figura, sendo possível montar 6 desenhos diferentes. O manuseio do cubo foi idealizado para a coordenação com ambas as mãos (bimanual). Indicado para alunos que apresentam distrofia muscular. Por ser um material leve, não é recomendado para alunos com paralisia cerebral do tipo atetóide, que apresentam movimentos involuntários. No caso desses alunos, seria recomendado cubos mais pesados.
Este quebra-cabeça é feito de caixa de papelão,em formato de cubo, plastificado e com aplicação de figuras.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Elizabete Monteiro da Silva
6-JOGO DA MEMÓRIA
Auxilia o desenvolvimento da memória visual dentro de um espaço delimitado e permite trabalhar com a atenção concentrada. Quando o jogo é realizado em grupo, pode-se trabalhar com regras sociais como, por exemplo, “um aluno de cada vez”. O material simples, produz um visual estimulador e permite a higienização. A forma de cada peça possibilita ao aluno manuseá-la com pinça lateral, com pinça em dois ou mais dedos ou mesmo utilizar ambas as mãos para empurrar e virar as peças.
Jogo feito com tampas de maionese e com pares de figuras coladas sobre a tampa.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Míris Cordeiro Brantes
7-VAMOS VESTIR A BONECA?
Possibilita a discriminação parte/todo. Pelo fato do material possuir um imã na parte detrás permite ao aluno acometido por deficiência física, como paralisia cerebral, do tipo espástica ou atetóide, um melhor manuseio.
A boneca é confeccionada com lâmina de latão e revestida com papelão plastificado. As peças de roupas possuem imãs. As peças são manuseadas sobre uma placa de latão revestida com papel contact colorido.
Fonte: Laboratório de Educação Especial “Prof. Ernani Vidon”, Unesp,Marília, SP.
Adaptação: Adriana Rocetao Garcia
8- Para trabalhar Geografia sugerimos que sejam utilizados livros paradidáticos antes de se iniciar o conteúdo propriamente dito. Por exemplo "Geografia de Dona Benta" de Monteiro Lobato, de onde poderá se extrair pequenos textos a seram bem explorados (vocabulário, localização, contexto social, etc) e levar o aluno a vivenciar e fazer relações com o dia-a-dia. Para isso o professor deverá utilizar-se de outros recursos como ilustrações, vídeos, músicas, etc.
9- Os conteúdos referentes a Ciências poderão ser trabalhados pelo professor de forma prática e não apenas teórica (não dispensar a teoria). Sugerimos que a relação direta com o dia-a-dia dos alunos esteja presente sistematicamente. Por exemplo:
a) Ao trabalhar doenças e vacinas, trazer á sala de aula cartazes oferecidos em postos de saúde, vídeos sobre saneamento básico, alimentação, etc. Perguntar as crianças sobre hábitos da sua família em relação ao tema em estudo, propor um texto coletivo sobre as informações obtidas e a partir daí sistematizar a teoria.
b) Ao trabalhar o corpo humano seus órgãos e suas funções, sugerimos que o professor utilize um corpo humano (com papel de embrulho estendido no chão, uma criança deita-se sobre ele e é feito o contorno). Este desenho é fixado na parede e, a medida em que forem estudando as partes e os orgãos do corpo humano, as mesmas seriam desenhadas, pintadas, recortadas e coladas neste desenho. Próximo a parte trabalhada o professor deverá escrever em destaque a nomenclatura.
c) Ao trabalhar com plantas sugerimos que o professor convide uma pessoa da prefeitura, que trabalhe com jardinagem para fazer uma palestra e montar um pequeno canteiro, se houver espaço na escola ou, uma jardineira na própria sala de aula. Os próprios alunos plantariam e cuidariam da jardineira observando seus desenvolvimento. O professor aproveitará a atividade para destacar as partes da planta, as necessidades ambientais para sua sobrevivência, o porque de alguma muda não ter se desenvolvido e morrido, e outros pontos pertinentes ao conteúdo trabalhado.
10-No que diz respeito a Sistematização dos Conteúdos trabalhados, os professores usualmente resportam-se á questionários, exercícios para preencher lacunas, palavras cruzadas e outros, além das atividades propostas pelos livros didáticos. Nestes casos muitas vezes a criança com necessidade educacional especial, sente dificuldade em realizar a atividade por não conseguir interpretar o enunciado ou as instruções do exercício, assim, sugerimos que o professor procure usar um vocabulário mais simples, em questões dissertativas o professor deverá ser flexível considerando o conteúdo e não a forma da construção da resposta escrita.
A atividade abaixo enfoca o trabalho em equipe, que traz benefícios para todos os alunos, os grupos devem ser montados de forma heterogênea, para que os alunos com necessidades educacionais especiais possam ser ajudados pelos outros membros do grupo. O professor também pode colocar em todas as mesas objetos e ferramentas que auxiliem a aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais.
“MESAS DIVERSIFICADAS”
Objetivos: Desenvolver na criança autonomia para realização de tarefas; Atender de forma individualizada as dificuldades específicas de cada criança; Propiciar, num mesmo período de aula, atividades diversificadas (de fixação de conteúdo, de expressão artística, lúdicas,...) de forma dinâmica e interessante.
Material: Dependerá das atividades programadas para as mesas podendo ser: –
materiais para atividades artísticas – tinta, pincéis, lápis coloridos, massa de modelar, papéis coloridos, argila, sucata, ...
– materiais para atividades gráficas – papel, lápis, borracha, gravuras,
– materiais para atividades em língua de sinais- gravuras, textos, fichário,...
– materiais para atividades lúdicas – jogos de memória, bingo, quebra-cabeças, jogos com atividades pedagógicas específicas,...
Desenvolvimento: a)Para desenvolvê-la o professor prepara atividades que possam abranger
as diversas áreas do conhecimento; podendo envolver uma ou mais temáticas; tendo o cuidado de incluir alguns jogos e/ou brincadeiras;
b) As atividades podem ser realizadas individualmente ou em pequenos grupos, conforme os objetivos traçados pelo professor;
c) Deve-se ter o cuidado de variar entre atividades que a criança possa realizar sozinha e atividades que a criança venha demonstrando dificuldade em aula, para que possa ter um reforço neste momento.
d) As atividades são distribuídas em mesas (carteiras) onde devem estar também todos os materiais necessários para a realização da tarefa. O número de mesas deverá ser maior que o número de crianças, é importante que haja 2 ou 3 mesas a disposição para manter o fluxo de
revezamento das crianças nas atividades;
e) Antes do início da dinâmica o professor explica, para todo o grupo, cada uma das atividades – como deve ser realizada, que materiais podem ou não ser usados como apoio, quais serão individuais e quais serão em grupo,etc.;
f) A criança pode escolher a mesa/atividade que deseja realizar primeiro. Sempre que terminar uma tarefa deverá trocar de mesa até que tenha passado por todas as mesas ou até que termine o tempo determinado pelo professor para esta atividade;
g) No desenrolar desta dinâmica o professor sentará com as crianças, individualmente, para trabalhar aquilo que cada um tiver maior necessidade;
h) No final das atividades de mesas diversificadas, ou na aula seguinte, poder-se-á fazer e explorar um registro geral da dinâmica, usar os dados quantitativos dela para a criação e resolução de problemas matemáticos e usar os materiais produzidos nela para outras atividades com a língua portuguesa.
EXEMPLOS: Mesas para o tema – Os Meios de Transporte
Mesa 1 – Atividade de atenção e discriminação visual:
Observar uma gravura do centro de uma cidade e desenhar num outro
cartão todos os meios de transporte que encontrar.
Material: gravura bem escolhida, cartões conforme o número de crianças e lápis de cor.
Mesa 2 – Atividade de resolução de problemas matemáticos:
Em duplas, cada um escolhe uma folha,não pode ser igual, e resolve três problemas matemáticos. Só depois, trocam os papéis para a correção.
Material: diversas folhas xerocadas, com problemas matemáticos que envolvam meios de transporte, lápis e borracha.
Mesa 3 – Atividade de leitura e interpretação escrita:
Ler um texto com atenção e responder.
Material: um texto, sobre o tema, todo ilustrado que a criança consiga compreender
sozinha ou um texto mais elaborado que o professor queira trabalhar e, para tanto, ficará nesta mesa com todos que por ela passarem; folhas com as perguntas de interpretação para cada uma das crianças, lápis e borracha. Sugestão para última pergunta – “O que você acha que aconteceu depois?”
Uma variação desta atividade seria apresentar somente a gravura para ser observada, com as perguntas de interpretação escrita.
Mesa 4 – Atividade de expressão artística:
Pode ser individual, em duplas ou trios. Construir um meio de transporte de forma bem criativa, à escolha do aluno, com os materiais que estão sobre a mesa.
Material: sucatas, colas, tesouras, canetas coloridas, barbantes, botões, ...
Mesa 5 – Atividade de produção escrita:
Observar uma cena (sobre o tema) e escrever uma história sobre ela.
Material: uma cena colada num cartão colorido, que apresente riqueza de informações e possibilite diferentes interpretações, folhas coloridas, lápis e borracha.
Mesa 6 – Atividade lúdica:
Jogo de memória sobre o tema (sinal-palavra ou figura-palavra),
que pode ser em duplas ou em trios. Cada criança anota os pares de meios de
transporte que conseguir encontrar.
Material: um jogo de memória sobre os meios de transporte, de preferência confeccionado anteriormente pelas próprias crianças, cartões e lápis para que elas registrem seus pares.
Mesa 7 – Atividade de fixação de conteúdo:
Resolver atividades escritas sobre o tema.
Material: fichas com exercícios de revisão sobre o tema (conceitos, classificações, trânsito,sinalização e tudo que possa ter sido trabalhado em aula) e fichas com as
respostas para que a criança possa fazer uma auto-correção ao terminar esta atividade.
Mesa 8 – Atividade com o vocabulário:
Recortar palavras, figuras referente ao tema trabalhado.
Mesa 9 – Atividade de expressão corporal:
Regras de trânsito – Em duplas,pegar uma ficha da caixa de gravuras e apresentar o que vê em forma de mímica para seu colega e ele terá que procurar na caixa com fichas escritas a regra que você representou; depois inverter os papéis.
Material: duas caixas com fichas sobre regras de trânsito, uma com gravuras e outra com frases. Outra variação é brincar com as placas de sinalização, onde uma criança escolhe uma placa de uma caixa para o colega representar uma situação correspondente a ela.
Mesa 10 – Atividade de criatividade:
Desenhar, como a criança imaginar, um meio de transporte do futuro.
Material: folhas de desenho, lápis, tinta ou giz de cera.
Ao fim da atividade, depois que todos os grupos passaram por todas as mesas, o professor deve pontuar com os alunos, aspectos importantes que foram trabalhados sobre o tema.
ADAPTAÇÕES CURRICULARES
“As adaptações curriculares têm uma concepção mais educacional do que reabilitadora”.
As adaptações curriculares constituem possibilidades educacionais de atuar frente ás dificuldades de aprendizagem dos alunos. A realização da adaptação curricular deve ocorrer para atender as peculiaridades dos alunos com necessidades educacionais especiais. Não deve se pensar em um novo currículo, mas em um currículo dinâmico, alterável, passível de ampliação, para que atenda realmente a todos os educandos.
A adaptação curricular, deve se basear em alguns critérios:
A adaptação curricular, deve se basear em alguns critérios:
- O que o aluno deve aprender;
- Como e quando aprender;
- Que formas de organização do ensino são mais eficientes para o processo de aprendizagem;
- Como e quando avaliar o aluno.
A implementação de adaptações na sala de aula encontra-se no âmbito de responsabilidade e de ação exclusiva do professor, não exigindo autorização, nem dependendo da iniciativa de qualquer outra instancia superior, seja na área política administrativa ou técnica.
É importante observar que as adaptações focalizam as capacidades, o potencial, a zona de desenvolvimento proximal (nos termos de Vygotsky) e não se centralizam nas deficiências e limitações dos alunos, como tradicionalmente ocorria.
Devemos pensar nos objetivos e conteúdos que foram acrescidos ou eliminados do currículo ao longo do processo de ensino aprendizagem.
Professor a provisão de adaptações é vital para o desenvolvimento de um bom trabalho. Não adianta prever igualdade de oportunidades, se a escola não garantir o acesso a essas oportunidades. Nessa perspectiva, respeitas as diferenças faz-se necessário, todavia é primordial acreditar que todos são capazes de aprender, valorizando as potencialidades.
É importante observar que as adaptações focalizam as capacidades, o potencial, a zona de desenvolvimento proximal (nos termos de Vygotsky) e não se centralizam nas deficiências e limitações dos alunos, como tradicionalmente ocorria.
Devemos pensar nos objetivos e conteúdos que foram acrescidos ou eliminados do currículo ao longo do processo de ensino aprendizagem.
Professor a provisão de adaptações é vital para o desenvolvimento de um bom trabalho. Não adianta prever igualdade de oportunidades, se a escola não garantir o acesso a essas oportunidades. Nessa perspectiva, respeitas as diferenças faz-se necessário, todavia é primordial acreditar que todos são capazes de aprender, valorizando as potencialidades.
ENSINO COLABORATIVO
O ensino colaborativo é uma parceria entre professores de ensino comum e professores especialistas, constituindo-se na atualidade, uma estratégia ascendente para melhorar o desempenho de alunos com necessidades educacionais especiais que se encontram em escolas comuns.
Os professores de Ensino Comum trazem especialização em conteúdo, ao passo que os de educação especial são mais especialistas em avaliação, instruções e estratégias de ensino. Entretanto a meta do ensino colaborativo deve ser proporcionar a todos os estudantes da sua classe, tarefas apropriadas, de forma que cada um aprenda, seja desafiado e participe do processo da sala de aula.
LEGISLAÇÃO
A legislação brasileira garante indistintamente a todos o direito á escola, em qualquer nível de ensino, e prevê, além disso, o atendimento especializado a crianças com necessidades educacionais especiais.
Esse atendimento deve ser oferecido preferencialmente no ensino regular, caso seja necessário a aluno tem o direito de ser atendido no contraturno em instituições especializadas, cujo papel é buscar recursos, terapias e materiais para ajudar o estudante a desenvolver suas potencialidades normalmente.
Leis e documentos internacionais que vigoram em nosso país:
1988 - Constituição da República
Prevê o pleno desenvolvimento dos cidadãos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; garante o direito à escola para todos; e coloca como princípio para a Educação o "acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um".
1989 - Lei nº 7.853/89
Define como crime recusar, suspender, adiar, cancelar ou extinguir a matrícula de um estudante por causa de sua deficiência, em qualquer curso ou nível de ensino, seja ele público ou privado. A pena para o infrator pode variar de um a quatro anos de prisão, mais multa.
1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Garante o direito à igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, sendo o Ensino Fundamental obrigatório e gratuito (também aos que não tiveram acesso na idade própria); o respeito dos educadores; e atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular.
1994 - Declaração de Salamanca
O texto, que não tem efeito de lei, diz que também devem receber atendimento especializado crianças excluídas da escola por motivos como trabalho infantil e abuso sexual. As que têm deficiências graves devem ser atendidas no mesmo ambiente de ensino que todas as demais. O Brasil ao assinar a Declaração de Salamanca assume o compromisso político-social de transformar os sistemas de educação em sistemas educacionais inclusivos, os quais deverão respeitar as diferenças de qualquer ordem e reorganizar o espaço escolar de forma que se garanta a convivência na diversidade e a democratização do conhecimento.
1995 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB)
A redação do parágrafo 2º do artigo 59 provocou confusão, dando a entender que, dependendo da deficiência, a criança só podia ser atendida em escola especial. Na verdade, o texto diz que o atendimento especializado pode ocorrer em classes ou em escolas especiais, quando não for possível oferecê-lo na escola comum.
2000 – Leis nº 10.048 e nº 10.098
A primeira garante atendimento prioritário de pessoas com deficiência nos locais públicos. A segunda estabelece normas sobre acessibilidade física e define como barreira obstáculos nas vias e no interior dos edifícios, nos meios de transporte e tudo o que dificulte a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios d
Esse atendimento deve ser oferecido preferencialmente no ensino regular, caso seja necessário a aluno tem o direito de ser atendido no contraturno em instituições especializadas, cujo papel é buscar recursos, terapias e materiais para ajudar o estudante a desenvolver suas potencialidades normalmente.
Leis e documentos internacionais que vigoram em nosso país:
1988 - Constituição da República
Prevê o pleno desenvolvimento dos cidadãos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; garante o direito à escola para todos; e coloca como princípio para a Educação o "acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um".
1989 - Lei nº 7.853/89
Define como crime recusar, suspender, adiar, cancelar ou extinguir a matrícula de um estudante por causa de sua deficiência, em qualquer curso ou nível de ensino, seja ele público ou privado. A pena para o infrator pode variar de um a quatro anos de prisão, mais multa.
1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Garante o direito à igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, sendo o Ensino Fundamental obrigatório e gratuito (também aos que não tiveram acesso na idade própria); o respeito dos educadores; e atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular.
1994 - Declaração de Salamanca
O texto, que não tem efeito de lei, diz que também devem receber atendimento especializado crianças excluídas da escola por motivos como trabalho infantil e abuso sexual. As que têm deficiências graves devem ser atendidas no mesmo ambiente de ensino que todas as demais. O Brasil ao assinar a Declaração de Salamanca assume o compromisso político-social de transformar os sistemas de educação em sistemas educacionais inclusivos, os quais deverão respeitar as diferenças de qualquer ordem e reorganizar o espaço escolar de forma que se garanta a convivência na diversidade e a democratização do conhecimento.
1995 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB)
A redação do parágrafo 2º do artigo 59 provocou confusão, dando a entender que, dependendo da deficiência, a criança só podia ser atendida em escola especial. Na verdade, o texto diz que o atendimento especializado pode ocorrer em classes ou em escolas especiais, quando não for possível oferecê-lo na escola comum.
2000 – Leis nº 10.048 e nº 10.098
A primeira garante atendimento prioritário de pessoas com deficiência nos locais públicos. A segunda estabelece normas sobre acessibilidade física e define como barreira obstáculos nas vias e no interior dos edifícios, nos meios de transporte e tudo o que dificulte a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios d
·
Nenhum comentário:
Postar um comentário